História Encantada

RETIRO

 

Mãe Senhora.

Grande Dama de Azul.

Em tua floresta, reinas, e Teu reino: Terra.

Rainha do planeta Azul!

 

 

Estava começando os anos 90, consciência.

Sentia um agradável bem-estar, achava eu que, diante de tantos efeitos vindos da resistência, enfim me acalmava, pois aceitara.

11 de julho, eclipse... noite de lua cheia, rendi-lhe Graças.

Embora aceitasse, me sentia isolada e perguntava: o que ainda se fazia aquí?

Incomodava estar aqui.

Ficava olhando o céu. Cenas chegavam e me confundiam. Era Lá, o Lar.

Num dos corpos eu chegava a um lugar onde me sentia bem: floresta.

Deitava pertinho de um rio, ouvindo os pássaros, vendo altas árvores.

Irmãos-Índios?!!! Não era a região.

Perguntava ao Senhor do Portal e Ele só sorria.

E foi naquela noite em que, ali relaxada, vi uma bonita moça.

Não conheço... Ela pediu para acompanhá-la.

Seu modo forte e feminino, suas vestes diferentes.

Uma arqueira?

A segui floresta à dentro. Até que chegamos a uma clareira, uma grande construção, parecia uma pirâmide. Estava parcialmente coberta por heras, via o brilho em meio ao verde.

Acompanhava a moça, não me detinha, seu andar determinado, determinando o acompanhar.

Na entrada da construção, a cada lado, estátuas da esfinge; só que em tamanho bem menor.

Entramos e eu só percebia que não me era conhecido.

Chegamos a um grande salão, não me detive em detalhes, exceto a bela mulher à minha frente.

Sua beleza é perfeita. Cabelos longos, liso e claro, alta e magra...

Tive o ímpeto de sair.

Vinha à minha mente a frase do Senhor do Portal:

- E chegará o Tempo em que andarás na floresta, onde está sediado o Reino da Rainha.

Perguntara-lhe: Dos Irmãos Índios?

Ele: - A Rainha.

E ali sentí: Rainha!

Inclinei-me, nova e bela.

Sempre pensei que Rainhas fossem mais idosas.

- Sabes quem Eu Sou?

- És a Rainha.

Seu forte e destemido olhar: - De que?

Não sabia responder, olhei para a moça do meu lado, calada permanecia.

- Sentai.

- Estou bem... Mas, diante do olhar altivo, obedeci, sem tirar-Lhe a vista. Por eles eu via, como uma avalanche: a História.

Me perguntava : Rainha da floresta ?!!! Rainha de épocas e épocas.

Me perguntava: Rainha do meu povo Irmãos Índios?

Rainha de épocas e épocas ...

O tom azulado dos seus olhos passando a História: épocas e épocas.

Relaxava mais ao ver a História que vira um pouco em Esther - na Pedra, dei-me conta que estava tensa.

Estar ali parecia um desafio, que estranho sentir!

Respeitava-a, porém, sentia como se em mim houvesse um desafio.

Nunca sentira isto ou talvez estivesse tão guardado.

Hostilidade?! Desafio...

Não ocultava, aliás, o que se pode ocultar?

- É assim que me sentes? Sou um desafio ou hostil para tí?

- Não sei Te explicar, Rainha. Todavia És, o por quê, eu não sei. És Rainha de que Reino?

Ela abre um bonito sorriso:

- Teu pisar é tão suave, vamos lá ... Sou um desafio para tí?

- Eu sinto.

- Muitos do teu povo aqui estiveram.

- Onde estão?

- Protegidos, como estais, como todos estão, dentro da Lei.

Olho-A, o coração dá um salto, junto com a vontade de sair dali.

A consciência pulsa: eu sempre querendo sair, sair da Terra.

Era um desafio ficar, era um desafio vir à Terra, diante da minha consciência limitada. Creio que balbuciei:

- És a Senhora, a Senhora da Terra – Rainha!

Tantos pensamentos passaram por mim, de Lá para Cá.

Não tinha estado com Ela.

Fiquei muito tempo me indagando. Ela é tão nova, bonita e altiva.

Bonita como a natureza-terra.

Foram dias ou meses, eu chegava ao Retiro e Ela pouco falava.

Via as amazonas e seus belos trabalhos, que traduzia-se como cavaleiras que cruzavam os céus com seus arcos com fogo nas flechas.

No íntimo, eu resistia ao óbvio, Ela é a Senhora. Ela é a Mãe de Todos que aqui nascem.

Até que, em outra lua cheia de maio, em meio ao deserto, Homens da Constelação faziam implantação de energia.

Olhando-Os ali no deserto e a lua vi a caixa de Luz chegar... Olhando Grande Homem e observava quieta, mas sentindo e sentindo, olhando a lua, sentia Seu olhar. Em mim vou agora, e senti compreendo seu olhar... Não era o tempo certo.

Olhando-O: E quando será o certo? Há a vontade de estar estando.

Sentia Suas palavras: Povo estará re-unido.

Ao que lembro foi um longo dia assim como a noite.

Aqui em mim há o registro que estaremos fisicamente.

O que não faz o ocorrer?

Sinto o olhar do Senhor do Portal... O povo.

Estar com alguns do povo em Terra era estar com Ela?

O Senhor do Portal simplesmente sorriu.

Olhei com imenso amor a Todos, terei que estar junto a Ela.

Doía sentir isto, e segui para junto Dela.

Como mantinha um lugar tão belo, como Ela mesma, com tantas crianças imprudentes, danificando-o?

Um desafio para mim... não era mais forte, tinha hostilidade.

Não que Ela me desafiasse, eu é que assim sentia, por tudo que vira meu povo passar, por tudo que meus irmãos da Tribo passaram, e em mim os que Exemplificaram e se tornaram Simbolos.

Estavam em missão, estavam no respeito, e sofriam. Era um desafio para mim.

Pisava na Terra com temor. Sentia e via a beleza, porém, queria voltar. Marcas em mim, diante de uma razão que não alcanço.

Foi quando percebi, em consciência, que era eu que teria que encará-la. Encarar minha natureza-Terra, sempre retida... por que retida?

Marcas, minhas marcas. Registro de perdas e dor.

Ao invés de me alinhar a Ela, só queria sair.

Juntar-me ao meu povo e partir, onde estava o amor?

Talvez, como sempre tinha sentido, Lá.

Não comungava... Sentia a beleza, mas, não comungava.

A vivência, na época de Arthur, tinha me mostrado: atuação.

Porém, e o amor?

A vivência com os irmãos Índios tinha me mostrado o amor.

O amor a Eles e à natureza, como Lá.

Respeitava-a, sim, respeitava-a, pensei amá-la, não era amor.

A vivência com a natureza, porém, não completara o círculo.

A totalidade.

Não falo do amor sublimado, e sim, o simples amor vivo de quem aqui vive.

Explodiu dentro e fora de mim.

Um sentimento inteiro a Ela.

Não fracionário, como ver a beleza de algo.

 

 

Eleonora Amazon, amiga - irmã, que muito, muito me ensinou.

Ensinou-me com determinação.

A Mãe me acolhia como em seu colo, forte colo que a tantos sustenta, há tanto.

Deu-se início a um trabalho de resgate de épocas passadas.

Observava...

Onde, muitos guardiões, em um dos corpos permaneciam, guardando um momentum.

Aqueles que exalaram energia-manutenção-sustentação para os que exemplificaram, se mantinham num dos corpos, em épocas e épocas.

Guardiões que guardavam o momentum, pois exalaram um alto teor de energia, e se exauriram, alí ficando.

Que andam no aqui e agora, e num dos corpos, ali estão, até então, ainda passando: histórias.

Onde o tempo é estar por inteiro no aqui, mesmo na inconsciência. Todos os corpos têm que estar no aqui.

O motivo: o regresso ao Lar.

Um trabalho bonito, onde o som sibilar das amazonas mantinha o equilíbrio necessário, dando o meio ao povo de sair de tais freqüências.

Uma das vezes chegamos à época de Arthur e vimos ali Alguns, como Uther.

Eram vários guardiões, falo de Homens e Mulheres, que na forma, mantinham o amor à Deusa-Senhora, em Avalon.

Sei que existia também o inverso, o deturpado, o negativo. Porém, não sei como era este trabalho.

Foi pela canção do Tratado e o som sibilar, que dali saiam.

Ação de trabalho em conjunto: Terra e Orion.

Na verdade, em realidade: um só.

O movimento de resgate do passado, para o aqui-agora.

Onde quem rege sabe o que faz e porque faz.

O Tempo correu.

O amor não se mede, porém, sua capacidade sim.

O que sinto pelo povo, sinto por Ela.

Como eu poderia sair da Terra?

O que deixaria no vácuo?

Hoje existe amor, harmonia, abundância.

Qualidades expressas, ativas e expostas por todos – desde que em harmonia com a natureza.

A Terra irá passar para quinta dimensão.

Clarea-La e ama-La.

Sentindo-A.

Miriam está lá no Retiro, com sua força aparetemete suave, mantém no azul da Mãe Senhora, no azul do planeta, o Tratado.

Bem ali, o Tratado é mantido.

O Retiro mantém o Plano Original, e Ela mantém o Tratado.

Em mim o sempre pedido em vê-la.

E a Senhora: ainda não.

Pergunto: estarei com ela?

A Senhora: com toda certeza, sim.

Esta no Tratado as energias pares, sim faz.

Alguns com selos, outros não.

Em Terra há o canto...

No Retiro feminino, a forte sensibilidade da alma é ouvida.

E puxa-se num dos corpos tridimensionais: o povo e os pares.

Pares estejam em Terra ou no AR.

Faz parte do Tratado estar com o par, energia que alguns sentem na alma, um sentimento vivo que nos mantém vivos.

Distantes, sem dúvida.

Para, com a força vinda da vontade: estarmos.

Onde juntos, enfim possam pela qualidade e quantidade de energia, operar a Saída.

Há a outra energia que não quer este encontro.

Tumultuam, temem. Pois, lá dentro, sabem o que representa este encontro: energia saída.

Ou o decodificam de maneira diferente, como o encontro sendo para um propósito físico. Claro que existe o físico.

Excede, é o Tratado em ação no físico.

Que nome se dá aqui?

Chama gêmea? ...não há nome que classifique, apenas Amor.

Seres vindos de outros lugares, homens e mulheres, que têm um sentimento.

Que distantes ficaram, porém, sempre procuraram, têm missão.

E é o Tempo na tridimensão.

A Mãe, na superfície, mostra: é Tempo.

Este Tempo está no Tempo do Tratado.

Onde a energia par, atuará: Saída Lá.

Um querendo estar com o outro, trazendo no coração: o Tempo de regresso.

Onde, no tempo que correu, cresceram os que assim quiseram, e a alma clama.

Há maneira mais segura de se manter um Trato em Terra?

Aqueles que em missão exemplificaram, os guardiões que mantiveram. Tempo de regressar ao Lar, onde a própria Terra ficará como Lá.

Em Tempo, somos novos aqui.

Não falo do Conselho, dos Pais.

Não falo do Senhor Serapis, Ele está há muito aqui.

Como um Pai, sendo um Pai. Há muito tempo aqui.

Outros mais novos, que fazem parte do Tratado, como os “Príncipes”.

Chegando à Terra, bem depois.

Depois que Betelgeuse foi queimada. Onde participaram do que ali houve.

Jovens diante do Conselho, jovens diante do Senhor Serapis.

Estão à frente, no Comando, pois a Terra tem sua Rainha.

A Senhora, unida ao comando, é Sua vontade,

pois é Tempo: Terra, quinta dimensão.

Este “jovem” Comando segue as ordens do Conselho Maior, em comunhão com a Senhora.

Linha de frente: o Comando.

E estamos como na época de Arthur,

três pontos de energia: o Retiro, que rege.

O Comando, que nos transporta ao Lá, excede... E os que aqui em Terra estão.

E como na época onde o propósito era o Graal.

Onde o coração, nosso Graal físico, têm que ser mantido, ouvido e sentido.

Perguntava-me: o Comando passará a Ela o Azul em Terra?

Não tenho a resposta.

Apenas sinto e vejo o movimento ali, e sinto se pudesse estar com Mirian ela me faria compreender... a Mãe Senhora simplesmente olhava-me.

E sentia, Ela é a Rainha do planeta Azul e em algum tempo virá à vista, a Bela Rainha.

Sim, a Terra cresceu. Há energia-Luz.

Luz nos corações de muitos; os que não compactuam com a Senhora, sairão, irão para outro planeta. Qual a Terra, no início.

Fico muitas vezes a olhá-La, como Ela é forte.

Como é tão bela. Ela resiste a tudo!

O Retiro.

O Retiro retém a energia até dar-se a forma.

O Retiro da grande Dama de Azul, Rainha-Mãe de Todos que nascem em Terra. Salve, Mãe Senhora!

Render-Lhe Graças, sermos gratos, gratos, gratos!

Sua persistência tenaz, Sua altivez. Só Alguém muito forte para manter.

E pelo Tempo, pode estar na superfície... Há Luz!

E eu querendo sair daqui, o que estaria deixando?

Há diferença em sentir o Tempo, que é Tempo.

E sentir a pressa do Tempo.

A saudade do Lar existe. Porém, de forma diferente, ainda há trabalho.

Como hoje é exemplificado de forma diferente, não tendo o sacrifício físico, mas, tendo o sacrifício de separação física. Onde o amor em tudo nos aproxima.

O Amor dá a forma,

o Amor dá a trilha,

o Amor dá o terreno de pouso.

E tudo isto já é possível.

O Homem que foi crucificado, está em corpo, e no Comando Resgate.

E eis que estamos como na época de Arthur, há névoa, cabe a nós: Luz.

Rendo-me, Senhora, à Tua Luz.

Rendo-me e comungo Contigo.

Amar o belo é fácil, manter o amor nestes tempos, onde há névoa e temos que enxergar, pois é Tempo.

O Propósito não está oculto, como foi.

Corações brilham, vivos e pulsantes.

E Ela e o Senhor Serápis colocam flores brancas nos que brilham os corações.

Como as nuvens encobrem as naves, nuvens encobrem os que aqui estão. Nuvens do corpo emocional dão a ilusão.

E a alma sente: é Tempo.

Ergo o olhar ao céu, a alma sente, ali estão.

A chuva cai plena em setembro.

É Tempo de reunião, a família espalhada, pelas missões e missões, sente o chamado.

Dentro de tanto que foi vivido e aprendido, sem termos a maestria dos mestres, ainda assim, sente-se que chegou o Tempo.

Que a mente pode qualificar de assustador, porém, o que seria mais assustador do que sentir efeitos sem se ligar à causa?

A grande Senhora deixaria esta transformação ser tão apavorante?

Ou a ilusão do assustadoramente apavorante nos inibe, nos pára, nos dá a negação.

Nossas almas sentem e nos apontam o caminho conhecido.

Duvidamos, entregamos nosso maior comando aos outros.

Sentir leva à responsabilidade, e que os grandes entendidos fiquem com o comando.

Só que o Comando realiza o Chamado.

Sentimos e perguntamos:

- Mas a mim?!!! Não tenho conhecimento.

A sabedoria do sentir fica ao léu, como um barco sem rumo.

Na reunião, onde cada um traz o mapa do caminho no coração. Na unidade de energia, cada um sabe, pois, sente o que tem que fazer.

E, em meio à confiança no Plano Original, cada um faz sua parte.

E o Movimento é: Há Aproximação.