História Encantada

RITUAL.
Descida à Terra.

O som da canção: Luz.
Luz. Água e o Som!

Em Esther, ao som da Harpa.
Água, Luz, Ar e a Forma.


O ritual para a descida, era tão estranho por ser “novo” para mim.
Desceriam à nova terra para exemplificação.
“Adormeceriam” no Lugar-Sagrado e “nasceriam” em Terra.

Os rituais em Esther já faziam parte de mim, assim como o Lugar- Sagrado.
O que para nós no Reino era natural em Esther ganhava a Forma. Forma em envio de energia.

Propósito: Manutenção.
Manutenção energética ao Vale-Terra e aos que exemplificariam.
Manter consciente: a Água, a Luz, e a Forma que é passada - pela Pedra. Pouco era usado o Som...Ate então.

Eis o ritual em Esther. Tudo tinha a ver com o Tratado.
Seu profundo contexto, do qual, eu só estava no início.
As longas palavras sobre a nova Terra.

Achava interessante observar, pela Pedra, um lugar tão parecido com o nosso, e ao mesmo tempo, tão diferente por suas rígidas Leis.

O riso, naturalmente, fazia parte do nosso povo, como a suavidade de Anches que, mesmo contrariado ao me ver no Lugar-Sagrado com o Arqueiro, ainda assim deu-me o “selo”.

Anches e a Irmã do Arqueiro...Antes da descida, ali também selaram.
Falar sobre Anches é falar sobre o que numa união de irmãos existe!
Sempre foi assim, o Homem mais belo da constelação!
Ela tão linda, embora seu “ar” tivesse marca da dor de tudo que aconteceu em seu Reino, mas tão forte sentimento, onde meu irmão se fez presente em todos os momentos.
Ali selaram.
O amor por ela é tal e qual a de uma irmã. Não há palavras para expressar, embora saiba que ambos sentem o amor que tenho-sou por Eles.

E Eles desceram para o Vale-Terra, Ela levando muitas crianças do Reino de Cristal...Aqui dentro sentia a enorme responsabilidade Dela.
Dentro de tudo que foi vivido, e vivi uma pequena parte, é tão notada à energia dos que perderam o Lar.

Ver o Vale-Terra, onde o Grande Senhor reinava com nossas Leis e as Leis Terra doando ao ambiente energia para o povo em missão ali poderem pisar.
O amor e a responsabilidade por seu-nosso povo, é de uma extensão qual Constelação à Terra.

As caixas de luz chegavam lá, e houve um momento em que vi Anches chegar, vi o momento em que pisou Terra, cheguei-me perto da Pedra e, eu O vi pisar ali, tão longe e pela Pedra... Tão perto! Belo lugar, sorri, mais belo ficou com sua chegada... Estava com Ela e sentir isso me deu: alegria.
Entre as altas montanhas com picos brancos de “neve”, um lugar parecido com o Lugar-Sagrado.

O Senhor do Portal disse-me que: até isto, fazia parte!

Um lugar parecido, pois os muitos que nascerão em Terra, sem serem os renascidos ficarão como “pontes de energia-manutenção” para os que exemplificariam, tendo como “uma vaga lembrança” do Lugar!!

Daí, se ligarão à lembrança-energia, pois não estarão conscientes.

Conscientes estarão os que darão a “exemplificação” num dado momento - até pela energia-manutenção dos que nascerão onde exalarão e os que irão exemplificar: tomarão Consciência de suas missões.

Um lugar físico na Terra com a energia-origem.
Um lugar físico na Terra parecido com o Lugar-Sagrado. Físico?
Sim, antes não era, porém com o Portal para o Lugar-Sagrado, nosso povo descia para o Vale na Terra.

Ali ficavam muitos como o Senhor do Conselho.Havia mais movimento que no Lugar-Sagrado já que o número de seres era maior.

Os que “nasceriam” em Terra, sem missão de exemplificação e sim para manutenção de energia, “adormeciam” ali, sem subirem ao Lugar-Sagrado.
Um lugar: uma lembrança, um elo. Como para o Grande Resgate - as lembranças de um lugar, como num sonho - dão energia para o Regresso.

Pois, ali foi exalado energia-manutenção.

Mesmo que os que hoje em missão estejam adormecidos-inconscientes, na hora do Retorno “adormeçam”, não será à mente racional um choque, acordar num lugar conhecido, com pessoas conhecidas.

Embora me falassem, era estranho ver, que o nosso “Tempo” era diferente do “Tempo” cronológico da Terra.
Muitas coisas, inúmeras coisas, só assimilei, como é comum ao nosso povo, depois de ver-sentir, ou sentir-ver.

O vazio que senti uma vez aconteceu novamente quando o Arqueiro viajou para o Vale e não O vi pela Pedra e não encontrava a Sua “sintonia”, até que o Senhor do Portal, ensinou-me.
Fui ao lago - a Água, um longo banho. Era um preparo.
Na Água selamos em Palavras - Tratos: pessoais e ou fraternais e esses sempre são cumpridos.

O Arqueiro, bem como Anches, Ariel e o irmão do Arqueiro e tantos mais, desceram ao Vale para aclimatarem-se e voltaram ao Lugar-Sagrado para então “adormecerem” no lago nascendo em Terra para missão exemplificação.

O Lugar-Sagrado, foi preparado para o ritual da descida.

Lá estavam, em Esther, todos os que viviam no Lugar-Sagrado bem como alguns do Vale.
Para mim estar com todos era estar em Festa!
A seriedade era vista à vista d’olhos, porém, para mim: estar com Todos era estar em FESTA!!.

O sorriso presente no rosto.
O Lugar-Sagrado estava mais florido, respiro o ar perfumado, Eles estão aqui e isto é tudo.
O sentir é qual as festas do Reino.

Toco a Água do lago, aqui, falou o Senhor do Portal: “adormecerão”...
Sinto Anches aproximar-se, se abaixa, toca minha mão, retirando-a do lago.
Com a mão molhada acaricio seu rosto, meu amado irmão está com um olhar diferente.

Não Anches, eu não alcanço o que passas, me passe.

- Não há o que te passar, exceto o imenso amor que tenho por tí.

Abraça-me.

- Aqui deste-me o “selo”, junto ao Senhor do Portal, é festa, não é Anches?

Luz! Teu olhar não me passa festa, teu sentimento passa... passa, o que meu irmão?

- Minha doce irmã, que sintas: é festa! Assim, fica mais fácil para todos nós.

- E não é, Anches? Logo retornarão!

Ele sorri: - Sim! Neste momento, rendo Graças à emanação da Senhora-presente por estares aqui comigo, sentir teu abraço e teu intenso amor.

No silêncio, no perfume das flores, vendo a Água suspiramos e partilhamos nossas vidas, como sempre fazíamos no Reino, lá no bosque.
Encosto a cabeça no seu ombro, e ficamos a olhar as flores flocos se desprenderem e voarem, ele aperta meu ombro.

- Você sabe que independe quando entregues ao sentir, compactuamos com elas e elas, simplesmente dançam, belamente dançam, lhes rendo Graças!

Vou à cela arrumar-me, o movimento lá fora é grande.

Depois, como isto se repetiu!!!

Existia um novo movimento, não tinha consciência dele, só sentia.
Penteando os cabelos sentia esse movimento novo.

Batem à porta e o Arqueiro entra silencioso, não canso de olhá-Lo, o que comungamos é por demais grandioso! E Ele capta cada sentir, tudo se torna um estado pleno.
Estar com Ele é estar na mais intensa energia, o sentimento transborda.
Pego Seu manto e entrego-Lhe.
Ele não o recebe.

- Coloque-o em mim, vista-me com ele.

Abri o manto com o brasão de Keon só então notei que minhas mãos tremiam, há um “novo” sentir.
Ele rapidamente segurou-as no momento em que passei o manto por seus ombros e estava dando o laço.
Em Suas palavras, um significado maior: Junta minhas mãos em Seu coração.

- Mayara, cada gesto tem um significado.Este tem um significado para nós, colocastes meu manto, que significa minha casa, minha missão. Tuas mãos em meu coração, nosso laço-sentimento, Sou quem Sou, afora a missão, afora tudo, Eu sou quem sou, não te esqueças disto.

Seu coração pulsava como o meu.

- Como esquecer? Não estou dormindo, Tu dormirás e acordarás lá, manterei energia-sentimento, como esquecer?

Teu manto, Tua casa, e a Tua missão.
É o Tratado: é amor, é responsabilidade.
Aqui no Teu coração: o Arqueiro, que conheço tão bem.

- Aconteça o que acontecer, mantenha o que a trouxe aqui.

Sorrio para Ele e encosto a cabeça em Seu coração.

- Como posso esquecer quem eu sou? Desde que Te vi pela primeira vez: um só caminho!


Esther está repleta, emite seu intenso brilho pois é feita de cristal de um só tom azul, qual a cor da casa de Keon a mim parece mais brilhante mediante o Som.
As notas da canção são tocadas pela harpa e pelo o órgão.
Ariel toca o órgão.

Foi posta uma grande mesa onde estão sentados Todos os que descerão.
Anches, como estais bonito!! Vejo com alegria o irmão Dele.

O Senhor do Portal fala sobre Aqueles que estão no Vale preparados para acompanhar esta descida, alguns já nasceram em Terra.
Palavras: estejam atentos a energia do Tratado, diante do Plano Original.

Sim, agora Tudo é o Plano Original
.

Sentada, a ouvi-Lo, meu olhar vai ao Arqueiro.
“Agora, Tudo é o Plano Original”.
A mim, assim parece: tudo em nossa volta, como o ar, nossos corpos: Tudo é o Plano Original.

Olhos nos olhos, tão grande quanto, sem peso nem medida, excede: sentimento.
Sem comparação, só constatando uma verdade tão nossa, como tua missão e Ele dá um terno sorriso.
Sim, Arqueiro, compreendi.

O Senhor do Portal está a falar que: - Na Terra, sempre foi e é o Plano Original.
O momentum aqui é a descida para exemplificação.
Do que está no Tratado, como a canção.

Meu coração sente algo.
Olho para os que irão descer.
Todos, com Todos tenho elo.

Anches, meu belo irmão, o Arqueiro... Seu irmão, que tenho como um e Ariel que já está sentado à mesa, meu primo, sempre e sempre estivemos juntos, principalmente, como fala minha Mãe, nas imprudências.

Meu coração aperta.
Nascer na Terra, estarão com os renascidos, irão se mostrar, se expor aos irmãos renascidos.
Porém, também para... Sinto falta de ar, busco ar, buscando o olhar do Arqueiro. Irão ao pisar Terra, se mostrar aos magos!

Os magos sem luz. Olho para o Arqueiro, perdoa-me, não é agradável este sentir. Um leve tremor na Sua mão.

Sinto o aperto e falta de ar.
Anches puxa-me com o olhar, um sério olhar.
Passa-me: - Agora é o Plano Original, e nós, com o Tratado, temos que mantê-Lo.
E me mantém no olhar, meus lábios tremem... Os magos negros! Sinto que vocês estarão com os magos sem luz.

Silencia, Mayara, silencia, passa-me, Anches.
Os olhos cor de mel, me mantêm...Eles tinham consciência!


Iriam descer à nova Terra, estar diante dos magos negros.
Não ouvia mais palavras, só ouvia o que sentia.
Não que houvesse dois caminhos, o amor existia a Tudo e a Todos.

E agora, Tudo é o Plano, e pelo Tratado, temos que mantê-lo.
Irão descer e se expor por amor.
Irão se expor aos magos.

Anches mantinha o olhar forte.
A lembrança viva do Reino Cristal sendo queimado e da estranha forma...

A lembrança viva do Conselho:“... E O COSMO EXIGIRÁ RESPOSTA”.
A lembrança viva do Arqueiro: - Há RISCOS.

Claro como água cristalina, há riscos.
Eles sabem que há... Todos sabiam, exceto eu?
A LEI EXIGE REPARO... Que reparo?
Por isto a preocupação do meu Pai? : - “HOUVE”?

- SIM, HOUVE UM, PORÉM RESPONDO POR ELA...

Anches, sei que me escutas: Solta-me, solta-me do Teu olhar.
Creio que nem Ele ouvia as palavras do Senhor.
Só mantinha o olhar.
O Arqueiro sentia, em parte, o que ocorria.

Porém, Anches, pelo Comando da Casa, mantinha e ordenava: Segure este sentir, Mayara.

Tudo parecia lento, o Senhor do Portal entendeu, e de alguma maneira, compactuava com Anches, nem suas palavras eu ouvia mais, era só o olhar de Anches a me manter.

Tentava olhar o Arqueiro, meu coração apertava, e a voz de comando de Anches, percorrendo por mim: SEGURE-SE MAYARA, MANTENDO O OLHAR EM MIM.

Todos levantaram-se para sair.
Meu sentir e eu ali ficamos.

Senti Alguém tocar-me nos ombros e me envolver, beijando meus cabelos: - Quis te mandar para nosso Lar, ficar com nosso Pai, te poupar disto, mas não podia, não mais.
Meu corpo ainda treme: - Anches, sabemos que eu não poderia mais e crês que eu conseguiria?

O forte abraço, beijo-lhe as mãos.

- Não! Então, cá estando, sentindo o que sentes: sê forte, como sempre foi, isto é uma exigência do Tratado, forte pela certeza, certeza da unidade sentimento e energia do nosso povo. É a LEI!

Ele falava no Comando.
A Lei, pela Lei da Harmonia, dá-se o Comando e ao Comando, obedece-se!

Deu-me um longo e sentido abraço como a me serenar, me acalmar, até o ar retornar.
Vi o Arqueiro na entrada de Esther, Anches, num gesto passa a Ele “que esta me serenando”, e que Tudo está bem, de acordo com o Plano Original”.

Tenho certeza do que sinto Anches, tenho certeza!
Algo tão forte está por vir, como este abraço.
Minha vontade é permanecer aqui ou fazê-los permanecer aqui.
Sinto a energia do meu amado irmão, que impõe pelo Comando: Força.


Lá fora, o ritual: Água e fogo-Luz...e o Som!
No lago, tochas de fogo, em todo ambiente.

Ao lado da cachoeira, o Senhor do Portal, com o Cetro na mão, o grande Sinal externo do Conselho, a representação da Consagração.
Quatro Homens irão descer. Tão conhecidos, como o ar que respiro.
Quatro Homens, representando a quarta dimensão, área coração.
Olho para o Arqueiro, puro sentimento.

Ele retira Seu manto, entrega-o ao Senhor e entra nas águas do lago ficando de costa para a cachoeira.
Mesmo à distancia sinto Seu olhar.

O Senhor ergue o Cetro, saudando Todo o Conselho, o Tratado e Todos que ali estão.
Do Cetro saem Luzes: O Poder do Plano Original e dos que pelo Tratado, O manterão.
Luzes: Dourado, Azul, Branco-Prata.

Formam o Grande Selo. E ao redor do Grande Selo há partículas lilás.
Ao redor, Todos que ali estão com tochas nas mãos, Luzes descerão a Terra.

Assistia à distancia, sem energia, tendo que me encostar à árvore.
Abrem Seu manto azul, e Dele saem partículas coloridas da História.

A canção do Tratado é cantada.
A água adormecerá o Arqueiro.

Assistia...
A água adormecerá Anches...

Assistia, sem provavelmente fazer o que teria que fazer.
Pegar o manto da nossa Casa, Alguém O pegou.
O seu manto, o brasão da nossa casa.

Não estava inteira ali, parecia que uma parte de mim estava com Eles.
Assistia... Ouvindo a canção, luzes como as flores flocos caiam na água, tocando os cabelos de Ariel.

Suave canção, com Notas tão Fortes, dando a Manifestação do que já está inserido no seu tom, o que fora impresso nas teclas com o Tratado.
Sim, uma parte de mim está ali, nas águas.

E no ritual, todos os que ali estavam, pegaram as tochas, fogo-Luz apagando-as no lago.
Aqueciam a água que traria o “adormecer”.
Um a um, chegavam ao lago, com a tocha na mão e na água apagavam-na.
Apagavam e seguiam para Esther.

Assistia...
Até que o Senhor do Portal, chegou-se a mim, com uma tocha de fogo-Luz na mão.

- Vá! Siga e faça o que lhe falar. Logo virei pegá-los, pelo Comando Mayara, é o Comando!

Pego a tocha e sigo ao lago.
Observo o Arqueiro, encostado nos lajedos, olhando o céu.

“O Banho do Esquecimento”.

Paro no lajedo, Ele olha-me e sorrí, vai à cachoeira e molha o rosto com a água mais fria que jorra, como para manter-se acordado.
Inclino a tocha para a água.

- Não! Mayara, não! Venha até aqui.

Coloco a tocha na árvore e sento-me no lajedo com os pés na água, água quente!
Observo os quatro, na água do esquecimento.
Sentia: o sentimento atravessa à tudo.

Passam-me: sentimento é Luz e Luz é vida.

-Irão se expor.

O Arqueiro resiste ao “sono”, num esforço faz um gesto para me silenciar.
Passam: manter á tocha acesa.

Eles fecham e abrem os olhos, toco neles.
Seus corpos se tornam pesados, mesmo na leveza da água.

Que estranho ver este “adormecer”.

Olho em volta, seguro até o que sinto, não pelo Plano Original e sim em ver o que Eles passam.
Isto é um fato, seguro até o que sinto... Não pelo Plano Original.

Só depois, bem depois assimilaria.

Anches, mesmo com o “sono” capta o que sinto, e com o que sinto passo a força do sentimento à todos Eles:

- Se entreguem, não resistam e sim, sintam.

Olho para o Arqueiro: Estou contigo.
O sono vence-Os.
Assisto... Eles “dormem”, a cada um segue meu sentimento, como a tocá-Los.

O Senhor do Portal chega acompanhado de outros Senhores.
Faltam-me palavras...
Eles retiram os quatro da água.
Dormem.

Há troca de palavras novas entre Eles.
Ergo-me, pego a tocha e corro para cela.
Coloco a tocha na parede do aposento de descanso, retiro a roupa molhada...Sentia festa ao colocá-la.


Tenho que ir à câmara.
Respiro fundo, na mesa de estudo: folhas, pelo perfume sei que são Dele.
Olho meu irmão na câmara de cristal transparente.
Num gesto, tento tocar-lhe o cabelo.

O Senhor segura minha mão. Novamente, falta-me o ar.
O mais belo Homem que conheço, meu irmão e não posso tocá-lo.

Lá está o forte Arqueiro.
No Seu coração há calor, eu sinto.
Saio dali.

Sento-me junto ao lago.
O Senhor do Portal chega e senta-se ao meu lado.

- Perdoa-me, Senhor, não pensei ser assim, sei que não me portei como deveria.

Ele pega minha mão, calor igual ao do meu Pai.

- Mayara, o que é sabedoria? Te respondo, vem do que se sente.
Começas agora a compreender o Tratado.

- Tenho por Ti respeito e sentimento como a um Pai, não posso dizer o que não sinto, só o que sinto. E o que sinto, não é sabedoria.
Sinto e como sinto, pelos quatro... Irão se expor, pisarão lá e irão se expor.

- Sentes já o que irão passa. Queiras ou não sentes o Tratado.
Não o entendes, embora já comece a senti-lo.
Irás estudá-Lo, aí verás, não pelo sentir, entenderás.
Lembra do momento em que ouvis-te dele a palavra: razão?
Começarás a compreender o que é o entender.
A compreensão é ampla, vai pelo coração.

- Nosso povo é coração!

- O Conselho é coração, e por se-Lo, em trato, em troca de palavras, chegou-se ao Tratado.
Nossa Lei é Harmonia.
Não a quebramos, a sentimos e seguimos.

Para se estabelecer Harmonia necessita-se da razão.

Principalmente no implante na nova Terra.
Chegarás a isto, tenho total certeza.

Meu coração sente e eu não a tenho, por puro respeito, aceito em palavras, ir em frente com Ele - o Tratado.