História Encantada

Planeta-Cristal: Queimado - História Encantada

(Antes de seguirmos o conto, esclarecemos: o relato é feito de um ponto de vista, não dentro da Totalidade. No Lá, as Constelações não se tornam distantes como em Terra. E que todos que nascem em terra, são antes Filhos da Terra, sejam inconsciente ou mais conscientes, sejam por terem se mesclado ou por Missões. Vindos Viajantes de Orion, Sirius (planeta-estelar), Plêiades, Lira, Andrômeda e tantas outros Lugares.
Ao que recebemos em contato no site, vamos esclarecer em outro texto, neste segue o conto relato que faz com que muitos compartilhem este Sentir.)

-Queimar?
Queimar a Estrela?
Corro para meus aposentos.

Queimar?! Olho-me no cristal, ainda sinto no rosto o calor que o Arqueiro me faz sentir. Minhas vestes ainda molhadas... As vestes! Irei, sim irei.

Minha veste de vôo, não poderei usá-la, ela não tem a tarja com permissão de saída. Vestirei a do meu primo.

Vou a seus aposentos, pego uma das usadas na caixa de luz.

Volto aos meus aposentos, refaço-me. Visto a roupa, Ariel não sentirá falta.

Lentamente, vou ao pátio e sigo para onde estão as caixas de luz.

Vários arqueiros sequer me indagam, também é tanto alvoroço!

Bem à frente está a caixa de luz de Ariel, entro nela e sigo para os filamentos de néon-cristal.
Passam-se momentos, alguém abre a escotilha, agacho-me, logo em seguida ouço o Som, é Ariel, é seu código nas teclas, o sinal é dado, a caixa de luz ergue-se.

Inicia o vôo.

Encostada no cristal penso: usariam os arcos? Lembro-me da névoa, usariam?!

Sinto que irão usar, por isso um Arqueiro com um olhar tão certeiro? Sinto ainda o olhar dele.

Coordenadas são dadas por alguém, estamos chegando.
Porque as coordenadas estão sendo dadas e não se utiliza o Comando?

Claro! há o Comando Maior.

Aterrissamos, Ariel abre a escotilha e sai.

Ergo-me e vou à janela: Névoa. Não, aqui não é Cristal, sem dúvida outras terras desconhecidas.

E por que paramos? Interposto de Comando?
Vejo várias caixas de luz.

Névoa é Cristal ou não é?
Até onde vejo, cruzam raios vindos de vários pontos que não enxergo.

Há névoa e fogo.

Só o que alcanço é isto: nevoa e fogo.
Em mim, a sensação sem nome, desconhecida, mas fazendo parte,sim, por que vejo!
Queimar Cristal?!.... Os arcos, os raios vindos deles... é combate!

É queimar!

É a Estrela!!!

Estarrecida fico a olhar, como é possível?
Diferente da nossa, nela muito mais cristal, é tão bela!
Como Cristal pode estar desta maneira?

As altas montanhas que de onde estivéssemos sempre eram vistas, não as vejo, só há névoas.

As altas montanhas de cristal, com suas lindas cores translúcidas, não as vejo.
Só névoa...

O Reino sempre fora notado pelo colorido das montanhas de cristal. Sim, diferente da nossa e tão bela também, sem vastidão de plantas e água como o reino, porém suas montanhas atraiam tantos, pois são de uma beleza única.

Cruzam raios e raios, só há névoa, muita névoa.

É atordoante ver!

Não há palavras, só, encostada na janela, vendo e sentindo um ar denso, pesado, envolto numa névoa fogo.

Isso, essa névoa acabou com as montanhas brilhantes – Keon?!
Não há sequer um perfume de flor alguma. Só respiro esse ar pesado, que entrando em mim, faz-me ficar atordoada e, surgindo atrás de um keon vi uma forma estranha chega por trás de Ariel, seu arco cai e ele agita os braços.
E agora?!!!

Ele está imóvel e em volta não há ninguém.
Sintonia, Ariel! SINTONIA!!!
Nada.

Tento novamente, sem sintonia.
Abro a escotilha e corro, grito seu nome mas Ele não fala!

A forma o envolve.
No chão, seu arco, pego-o, minhas mãos tremem.

A forma estranha não solta Ariel.

Tenho que lhe entregar o arco.

-ARIEL! grito alto, Ele não fala.

Ele não fala, a estranha forma o deixa sem fala, o deixa sem palavras.

- ARIEL, grito, seu arco!!!

Ariel não fala, seguindo o meu sentir ergo o arco, respiro fundo e toco a tecla azul.

Névoa, névoa, névoa e uma “lama” no chão.

Uma “lama escura” no chão.
O arco cai da minha mão e Ariel começa a falar, falar.
Só me detenho no que vejo: a “lama” no chão, uma “gosma”.

Ergo o olhos em volta, na névoa enxergo o Arqueiro que ao ouvir Ariel gritando vira-se, o olhar surpreso, a sobrancelha arqueada.
Entra em mim teu olhar.

Por que é tão forte teu olhar Arqueiro?
Momento onde a nevoa cede ao o olhar ou cedemos nós a nos olhar?

- Mayara! O QUE FAZ AQUI?!!!

Viro-me para meu Irmão que se aproxima, o tom de voz de Comando.

- O QUE FAZ AQUI?!!!

O QUE?

Sua palavras expressam surpresa e apreensão.
O Arqueiro também se aproxima.

Meu irmão segura meu braço.

- O que faz aqui?

Ariel explica o que aconteceu.

É só névoa... névoa.
O Arqueiro junta-se a nós e seu olhar emana algo diferente.

- Retornarás agora! fala meu Irmão, mas o Arqueiro intervém:

- Deixe-a, ela já está aqui.

São palavras confusas, soam sem sentido para mim. Ele então me olha, como que compartilhando, olhamos em volta, só névoa e névoa.
Em tudo, como o próprio ar: só névoa.

- Não! Não posso. Fala meu Irmão.

- Ela já está! E como retornar?! Não é prudente.

Sim, eu já estou. Meu Irmão olha-me sério, seu ar é de contrariedade. Balança a cabeça, seus cabelos longos em tom dourado, parecem ser o único brilho que se enxerga.

- Tens razão, é arriscado sair agora.

Por quê Mayaran, por quê? Não vê o que ocorre? Sente-se ali,guardiões arqueiros ficarão contigo, você não tem noção do que ocorre?

O Arqueiro toca o ombro do meu irmão, pedindo-lhe para parar.
Obedeço, sento-me na escadaria.

Não, meu irmão, eu nunca pensei ver algo assim.

Toco a escada e sinto: sim, aqui havia uma das entradas laterais do castelo de Keon... TAYAMAM.

O castelo, o castelo de Keon, com os tons das montanhas, feito de cristal. Os habitantes de Cristal tinham habilidade em trabalhar com o cristal como ninguém mais da constelação.

Toda beleza, todo o belo trabalho, onde está o brilho colorido? e agora, é só poeira e destroços.

Nada dele sobrou.

Seu brilho, não há, passo a mão no que foi um colorido belo, as escadarias que davam acesso a ele.
Meu coração sente algo tão estranho, como falar?

O que vejo é novo para mim, não há palavras.

Só destruição.
Longo foi tudo aquilo, sim, tão longo.
Vejo o Arqueiro andar entre os destroços, algo em seu olhar, que também não sei falar.
Sua veste é de Comando, no manto o brasão da Casa de Keon, nas costas o arco, que parece pesar.

Ele olha o céu, e continua a andar, como a vagar.
Ao meu lado um guardião-arqueiro fala baixinho:- O príncipe sente algo diferente.

O Príncipe, Príncipe de Keon!

Não o conhecia, a seu Irmão sim, sempre presente na nossa estrela-Reino.
Onde estará seu Irmão? Sinto muita afeição por ele, onde ele estará? Com certeza tendo este mesmo tipo de ação que há aqui.
Aqui eu estive poucas vezes, com meus Pais e meus Irmãos.
Eu sempre ficava mais no Reino e é viva a lembrança de tudo como era, exceto dele.
Vago olhar..o que era e não é mais , beleza alguma restou, nenhum verde ficou.

Observo o sentir, o sentir de um Homem, sentindo e vendo seu lugar assim.
Só há destroços, névoa e suas passadas ali.
Ali, seu Reino, sua Estrela destruída, queimada.
Meu irmão se aproxima Dele.

Meu Irmão alí está, por puro amor, nada tinha a ver com isso tudo, porém por amor a princesa de Cristal se juntou à luta.

Meu Irmão és forte.

O amor que sinto por ti é a única bonança que abona este ar, este ar denso que me impregna.
Olho meus pés, há poeira em tudo, estou toda empoeirada, minhas vestes sujas como a de todos.

E o povo de Keon desceu ao novo Planeta.

E os que não se mesclaram ficaram no Lugar-Sagrado.

Ouço dentro de mim as palavras de minha Mãe, tudo que Ela falava, agora está no aqui.

O que parecia distante, está aqui.
Alguém grita: - MAIS NADA, NENHUM!

Sinto que é chegado o momento de voltarmos.
O ar, névoa, olho em volta: o que restou?
Nada, só névoa e destroços e este ar tão pesado de respirar.

Ergo-me.

Um Som forte é emitido.

Nota forte é emitida: é o Término.

Mudos, nos encaminhamos às caixas de luz.
Em mim ressoa o Som emitido.
O Arqueiro, sozinho, ainda percorre os destroços, meu coração sente.

Porém, não existem palavras, são estados novos para mim.

O que sei é o que sinto e de uma estranha maneira comungo este teu sentir. Como ver, tocar, algo tão conhecido, teu Lar e dele nada restar, exceto está névoa!!

Meu coração sente um aperto.

Seguimos.

Tão estranha sensação esta, onde antes existia beleza, agora é névoa e destruição, nada resta, exceto nós.

Até onde a vista alcança, tudo destruído.
Até as belas montanhas e de belo nada mais há, só há névoa, poeira e destroços.
Seguimos sem palavras, até que alguém fala:

- Está Feito.

Lembranças... Como já ouvi, depois disto, esta frase.

Seguimos até as caixas de luz

.O Arqueiro se aproxima rápido:- Ela terá que vir conosco.
Meu Irmão sorri: - Não é necessário.
Ele sério fala: - Creio que sim.
Meu Irmão fica serio, ambos se olham.

- Não. Não é necessário. Respondo por Ela. Mayara siga para o Reino.

Anches, em seu terno olhar, passa-me: - Por que veio Mayara? Por quê? Sim, terás que vir conosco, como mandar-te de volta ao Reino?

O que posso te responder meu Irmão?
Vim, vim por quê? Olho para o Arqueiro.

Anches fala:

- Muito bem vamos, porém, respondo por você.

Não compreendi suas palavras e rumamos para caixa de luz de Anches, que pede para o Arqueiro vir junto.

Não o vejo, Ele está atrás.

Ele fala ser mais prudente seguir na sua caixa de luz e meu Irmão responde que, ao contrário, é mais prudente vir conosco.

Entramos, é dado o Comando, o Arqueiro comunica a partida. Sentada, vejo que pela tecla há a resposta.

Saímos, me vem alívio e observo o Arqueiro, seu manto Azul está empoeirado. Ele como que sentindo, vira-se.
Seu olhar é força pura que chega aqui dentro do meu coração.

Ele torna a olhar a tela e ouço a forte voz: - Abaixe-se!

Ainda há riscos no céu, e sua mão toca-me, fazendo-me abaixar.

Permaneço assim.

Como pode um tocar surtir isso que sinto?!
Anches fala com Ele sobre a zona que não está neutra, pede coordenadas, não presto atenção por que ainda estou no tocar, sentir a forte mão em mim.

Tudo se acalma, chegamos à zona neutra e logo paramos.

A caixa de luz é acoplada.

Ergo o olhar e meu Irmão repete: - Respondo por você!

Aceno e levanto-me, realmente minhas roupas estão num péssimo estado.
A porta é aberta, tem um corredor enorme à frente, no final há uma bifurcação.
Saímos, tento limpar a poeira.

Sentir a presença do Arqueiro, ainda não tenho palavras.

Chegamos a uma porta que dá num anfiteatro em meio círculo.
Paro na entrada: OS SENHORES!
OS SENHORES DO CONSELHO!

SENHORES DOS REINOS!

O Arqueiro chega-se ao meu lado, tanto Ele, como meu Irmão, vêm a admiração em meu olhar.
O Conselho!

Tantas coisas, que nem sequer pude sentir onde estávamos indo.
E agora a minha frente: Eles!

Não consigo mover-me, embora meu irmão tenha falado:- VAMOS! no Tom de Comando.

Um aperto quente na minha mão direita, Ele.
Acalma-me? não, me dá força para seguir.

Anches toca meu ombro, passa-me: - serenai, serenai estou contigo e segue

O Arqueiro solta minha mão e segue.
Ambos se encaminham ao meio círculo e fazem a saudação.

- ESTA FEITO! fala o Arqueiro.

Estou num estado de... de, não sei falar, só sentir.
Os Senhores a olhá-Los.
Aí, exatamente neste momento, vejo meu Pai, que me observa calado, meu corpo treme.
Ele só me olha, não emite nada.

Os Senhores atentos ao Arqueiro e a Anches.

Reiniciará o Relato.

Me encosto na porta, tomo consciência do forte Ato – Ação combate no Reino de Cristal.

Os Senhores do Conselho, incluindo meu Pai, no semicírculo.

Estamos na zona neutra em algum lugar da Constelação.

Em frente ao semicírculo, muitos dos Reinos, tomo consciência que todos participaram da ação em Cristal, que neste agora a chamam de E.V.

Eles se preparam - O Senhor da Tecla, fica em posição.

Meu Pai faz um gesto para meu irmão, que se aproxima.

- O que significa isto? Mayara aqui ?!!

- Respondo por ela Pai, ela nos seguiu.

O Arqueiro começa a passar o ocorrido pelo Som na Tecla, vários dos nossos sentados em frente ao semicírculo, vários de outros Reinos também, lá à frente o irmão Dele.

Em pé, o Arqueiro e meu Irmão.

O Arqueiro no relato, meu Irmão com meu Pai, que fala:

- Anches - Responda!

O Arqueiro, num gesto rápido interrompe o relato e chega junto a meu Pai.

- Senhor, perdoa-me, antes da entrada em palavras: Eu respondo por Ela.

Meu Pai fica a olhar ambos.

Encolhida na porta respiro e me alinho.

O Arqueiro repete o que meu Irmão falou.

Meu Pai sério, responde:

- Não é possível, é outra Casa.

- Senhor, eu estava no Comando, e foi na minha Estrela-Reino, portanto respondo por Ela e o Senhor sabe que é possível.

- Então, ambos responderemos, intervém meu Irmão

- Houve? Pergunta meu Pai.

- Sim, Senhor, houve um, na inconsciência para salvar Um consciente.

A expressão do meu Pai é de pura agonia, dando-se conta de que, não sei, mas sério é.

Ele olha para ambos e em seguida para mim.

- Mayaram! Venha ate aqui!

O Arqueiro, com rapidez, vai junto à Tecla e fala:- Coloquem no relatório, em Palavras que Eu respondo por Ela.

Meu Pai abaixa a cabeça, contrariado.

- Ela não sabia Pai, e esta totalmente claro, coloquem no relatório!

Respiro fundo, buscando dentro de mim força para seguir e encaminho-me até o Conselho e inclino-me:

- Salve Senhores!

O Conselho observa, vou para junto de Anches e do meu Pai, que sentado à mesa com os outros Senhores, não tiram o olhar de mim.

O do meu Pai é de contrariedade, o dos Senhores é diferente.

Um ato maior houve, e os meus passos ali em nada altera o ato grandioso e drástico exceto para meu Pai.

Um dos Senhores toca na Tecla.
Olho para meu Pai.

- O quê foste fazer lá? O quê? Sabes o que isto significa? O que significou Tudo isto?

Anches se adianta

- Pai, ela não sabe, nem sabia.

Coloquem no relatório: Eu Anches respondo por minha Irmã Mayaram.

Meu Pai passa-me desaprovação e carinho pelo olhar.

- Por quê, minha filha? Só me responda por quê?

O Arqueiro se aproxima.

- Senhor, já firmamos que Eu Respondo, já está no Som.

- Meu filho seguiu em missão às tuas terras, isto fazia parte do Tratado, sabemos o que isto significa, foi consciente, porém, minha filha?!!!

Abaixo o rosto, o que significa?!!!

A seriedade é evidente.

Como o estranho Arqueiro, tudo é um misto de grandiosidade e seriedade.

Ergo o olhar e encontro o do Senhor do Portal.

De alguma maneira, Ele sabe o que se passa comigo, sim, eu sinto isto, e de uma estranha maneira comungo com Ele o que nem sei.

Ele dá um terno sorriso, fico a olhá-lo por um momento.

O Senhor tem uma resposta que eu ainda não tenho, há o compactuar.

O Arqueiro fala atrás de mim, como uma divisão, o que antes foi e agora sou, a minha frente Amado Pai, que se exaspera em tom que nunca ouvi.

Anches e o Arqueiro, e ali o Senhor do Portal observa .

- Senhor, já está firmado, “dano algum sofrerá”, Eu arco com eles.

Meu Pai responde:

- Já é bastante árdua tua missão, Príncipe do Reino de Cristal...

O Arqueiro fica ao nosso lado, os dois se olham, o Arqueiro continua:

- Não altera um, e sim tudo o que ocorreu!

Altera sim, ela ficar com este peso em energia.

O Cosmo exigirá resposta.

Aqui estamos conscientes de tudo que ocorreu e irá ocorrer, portanto, que fique impresso: Respondo por Ela, Salve!

Todos parados como que a pesar as palavras exceto o Senhor do Portal que num rápido e preciso movimento toca a Tecla.

O Conselho acena para Ele, que continua.

Anches puxa-me para sentarmos.

O Arqueiro fala baixo com o Senhor do Portal e senta perto de nós.

O Ancião do Conselho ergue-se e a Tecla é novamente ativada e Ele fala:

- Haverá o momentum em que o círculo estará novamente fechado.

Selado está o TRATADO e no final Dele, o círculo voltará a estar completo e fechado.

O que ocorreu em EV foi a extensão máxima – até então não vivida nesse Conselho.

Depois de tudo que ocorreu, descerão ao planeta azul.

O TEMPO correrá.

E os filhos de Cristal-Keon - nascerão e crescerão.

E os filhos de Aborin - nascerão e crescerão.

E os filhos de Madga - nascerão e crescerão.

E os filhos de Cappiela - nascerão e crescerão.

E todos nós zelaremos.

A Senhora do planeta azul com a Lei da ação e reação

Na Aliança governante o Conselho que nela já faz parte o Conselho dos Justos.

Entre vida, morte, vida, os que ali nascerão e crescerão pela sua própria lei, livre – escolha, escolherão.

Com Ela, as Senhoras da Misericórdia e da Graça agirão de acordo com o TRATADO.

E muitos dos que participaram do combate descerão e darão a Exemplificação, missão. Os que estão em missão exalarão energia sentimento.

Existe na nova terra peso para se estar nela, a roda do Peso, regida pela Aliança, mesmo os que exemplificarão, terão pesos para permanecer em Terra.

Peso para permanência, diante das Medidas, ações que terão que realizar. Haverá o peso mas não entrarão na roda dele.

E chegará o momentum - tempo - em que, todos os que cresceram, requalificaram a energia retornarão juntamente com os que estavam em missão Se assim forem suas escolhas.

Há “Tempo” aqui firmado para o regresso já ditado.

Em meios - Homens, nascerão e exemplificarão.

E o círculo se formará novamente.

Sempre há as Leis ação e reação, Graça e Misericórdia.

E isto não pode ser esquecido, pois é a LEI.

Diante de nossa Lei Harmonia.

Esta Dito, no Som: Palavras.

Esta Selado e Consagrado.

Esta Feito por Todos que formam o Conselho que zelam pela Harmonia que gera Equilíbrio.

A Lei: AMOR!

Salve!

Silêncio, Palavras e atos eu revia.

Agora, eu sentia uma parte de Tudo aquilo.

Observo os que estão aqui, sentem por completo este Tudo, eu ainda não, estou sentindo parcialmente o que foi. Segui, simplesmente: segui, como as flores que voam e eu a tentar alcançá-las e sei do perfume e da beleza,de senti-las.

Todo Conselho toca a Tecla.

Há a saudação.

Retorno com meu Irmão.

- Eu não sabia.

Ele me envolve num abraço: - Sei disso, fique serena, a compreensão e palavras do que sentiu e viu chegarão, logo estaremos no Reino e existirá uma comemoração: Foi feito.

Da janela do aposento vejo lá embaixo os preparativos, aliás, está tudo pronto, há muita gente.
Ouvi de minha Mãe e minha Irmã ao me verem chegar com Anches no estado que cheguei a mesma pergunta: por que?
Afora o espanto delas e o evidente acalanto: por quê?
O que sinto? por que fui? por um olhar, um forte olhar.

Pode parecer insuficiente para explicar, mas é tudo que sinto sei.

Estou arrumada, como é devido.

O véu cobre a parte superior da minha cabeça, caindo até a cintura, as flores prendem-no.
E mais gente vem chegando, os Senhores Estão dentro do muro do Reino já no Castelo.
Meus Pais já estão lá, minha Irmã e meu Irmão também e sinto, não toda, porém ,uma parte da grande seriedade.
Me vem à mente a cena do Arqueiro andando em meio a névoa.
Segui Teu olhar, é tudo que sei!

Ouço o Som, sim é uma comemoração, não é festa.

Sério foi o que aconteceu em Cristal.

Há luzes- fogueira, a beleza do Reino tão iluminado.
Foram colocadas telas de néon cristal onde se vê: beleza!
Como acalentando, embalando vêem-se cenas tão belas.
Há som música e flores!
Vejo minha Irmã sai sorrindo para o átrio.

Encosto o rosto na janela, Ela sempre tão bem arrumada, tão bonita, seus cabelos sempre no lugar, como suas vestes.
O tom do cabelo é o mesmo da minha Mãe, o meu e o de Anches são bem mais claros, sorrio ao lembrar suas tentativas em me arrumar, como te amo, Irmã!

Como eu poderia te fazer compreender: O que fui fazer em Cristal?

Me detenho, o manto conhecido, É Ele!

Manto que chega aos pés, o brasão da Casa de Keon, no manto Azul.

Manto sob os ombros – azul, parece o infinito céu – Homem que trás o infinito sobre Si.
Alto ele é, cabelos negros como os olhos.
Toco a janela.
Ele conversa com os arqueiros, minha alma sorri: o Arqueiro!

Minha prima se aproxima dele, conversam, e ela o pega pela mão.
Ele, já saindo com ela, ergue o rosto e o olhar arqueiro alcança o meu, sorriso, nos achamos.

E pelo sentir, compreendo o que me passas: - como não estivemos antes?!

Ele mantém o olhar até sumir....suspiro.
Batem à porta.

- Anches, entre, estás belíssimo, aliás, és o Homem mais belo que conheço.

Ele sorri. Onde o que digo é a mais pura verdade!!!

Cabelos claros com fios dourados, olhos tão transparentes...sim, nunca vi alguém tão belo como ti.

- Vim te buscar, por que demoras? creio que para mostrar toda esta beleza à todos.

Balanço a cabeça rindo.

- Sabes o porquê, revi tudo e sinto.

- Está Feito, Mayara! vamos à comemoração, todos já estão lá.

- O que se comemora, Anches?

Ele olha-me atento, chega mais perto, toca meu rosto, retira mechas do meu cabelo da fronte e coloca sua testa na minha e só aí, percebe o que nem eu mesma havia percebido antes.

- Sentes?!

Sentes o que ele sente! Interligados?!

Como acordando: Consciência!

Interligada? como isto é possível?

Ele não é da nossa Casa, também não é contato de trajeto ou um sentir de comunhão, ou é?

Anches espera uma resposta.

- Não sei! Sei o que vi, e não sei como isto seria possível, me esclareça, Anches, como é possível?!

- Mayara! todos nós que ali combatemos temos missão.

- Sei disto, Anches, eu sei.

Seu olhar passa-me preocupação e carinho, mas dá um sorriso para me acalmar. Te conheço tão bem, Anches, logo irás me falar.

Ele acena e me abraça.

- Vamos.

Descemos, vejo muitas pessoas, saúdo os Senhores e vou até meus Pais e de repente uma agradável surpresa.

Sigo na Sua direção conscientemente, dando-me conta: é o Irmão Dele.

Como não percebi?!

- Salve! Como é bom te ver, no Conselho não pudemos nos falar.

Ele dá um sorriso, se parecem e inclina-se:

- Mayara, falo o mesmo.

- Onde andavas? foi um período demorado.

- Na zona de combate, no comando das caixas de Luz, responde Ele apontando o céu.

E, novamente, vejo num Homem um sentimento que ainda não sei o nome, Ele tenta um sorriso e continua:

- E você também.

Sorrio para Ele.

- Sabe que sentimos Sua falta? Já viste Miriam?

- Não, ainda não.

Dou o braço a Ele e seguimos pelo átrio.

Tocá-lo é como tocar Anches.

- Conheci Seu irmão.

Ele me olha e pergunta:

- Mayara, o que foi fazer Lá?

- Não sei te responder.

Subimos pela alameda e algo forte me faz descer o olhar.

E lá está o Arqueiro! seu Irmão comenta: - Parece inverdade não terem se conhecido antes.

Aceno concordando, ainda olho em sua direção, conversa com Ariel, minha prima e algumas pessoas que não conheço.

Miriam vem em nossa direção, sobe as escadarias rindo, está tão bonita.

Desço o olhar, lá está.

Ele ergue à vista e tudo ao meu redor para, é só Ele, e compreendo o que me passa: como não nos conhecemos antes?!

Miriam e o Irmão Dele conversam e descem a escadaria.

Encosto-me, observando Cristal, seguro o corrimão dourado da alameda.

No céu, Cristal, está num tom vermelho.

Ainda existiria névoa? Fogo?

Sinto-O aproximar-Se, ouço Seus passos na escada vem chegando até que, ao lado da minha mão a mão Dele.

- O que sentes ao ver tudo queimado?

Não olho para Ele.

- Um dia existirá retorno.

- Qual o sentir?

- Dor... dói.

Olho para Ele, que olha Sua Estrela agora vermelha, seu ser brilha, é uma Luz única...

- O que é isso, “dói”?

- Dói, não há palavras para te fazer compreender, mesmo sem as palavras, alcanças e em um período futuro existirá retorno, até lá, há um longo trabalho.

Continuo a olhá-lo que permanece a observar Cristal.

- Querem pegar os Teus.

- Sim, porém há segurança.

- Não é tanta segurança.

Ele desce o olhar e suspira.

- Existem riscos.

- Como os traços negros no céu?

Ele sorri, balançando a cabeça seus Olhos nos meus olhos.

- Perdoa-me, pensei ser você um arqueiro do meu Pai, o olhar de arqueiro.

Ele então dá um sorriso alto que enche o Reino, fico à olhá-Lo:

- O Teu olhar, o belo olhar me atinge, é forte e vai aqui no meu coração.

- Meu coração pulsa ao Te ver, meu olhar passa o que meu coração sente.

Baixo o rosto: - é novo para mim.

- E para mim, também.

Sua mão toca a minha.

- Sinto que em missão irás.

Ele dá um leve sorriso e fala

- Espera por mim, porém não é justo pois existe Missão e o Tempo.

Esperar... conseguiria isso? conseguiria?

Existem tantas coisas a serem conhecidas agora.

O Teu olhar e tudo mudou.

Vejo Cristal, tudo que ocorreu, o que sinto?

- Sim, o que sentes?

- É novo, é grande, muito grande, maior que todo o que antes senti.

Há necessidade de Te olhar.

O Som, ouvimos - é o chamado e descemos as escadas.

São chamados Aqueles que participaram do combate.

Seguem para o salão junto com os Senhores.

Anches, o Arqueiro, seu Irmão, Ariel, todos.

Tocam notas, há dança! Bonita como as flores, bonita.

As flores, sigo para a alameda das flores.

Como se necessário, pois tudo está repleto de flores.

Sigo, necessito respirá-las e meu sorriso chega.

O enorme jardim, flores perfumadas: jasmim.

O que é esperar e ficar atenta que chegue?

É assim: Anches sai e vou esperar que chegue.

Esperar olhar.

Esperar sem vê-Lo, fecho os olhos e revejo o olhar fortíssimo.

E esperar por Ele é como?

Tão belo e forte Arqueiro.

Ouvi tantas histórias de minha Mãe. o que ali acontecia, porém ver, foi diferente.

Ele é o meu maior sentir, um sentir completo, inteira.

Vê-Lo, olhá-Lo... algo dentro Dele chega à mim e ficar sem vê-Lo?!

Ficar sem vê-Lo? eu não posso! Fui à Estrela por isto!

É isto, isto é esperar, ficar sem vê-Lo... sem estar com Ele.

E eu não posso, não posso mais!!!

Tudo ao meu redor permanece igual: o jardim florido, a beleza do Reino. Observo-me, minhas vestes brancas, esvoaçantes, o véu que preso com a tiara de flores, vem do alto da minha cabeça até a cintura onde chegam meus cabelos dourados, meu ser solto, livre como as flores que voam para o rio.

Sou a mesma, eu sou.

Porém, só em rever o Arqueiro, seu olhar negro, que penetra no meu Ser, atinge-me.
O cabelo ao vento, balança com o movimento, acompanhado do manto.

Alto Ele é, sua sobrancelha quase se une, o que torna o olhar mais profundo, boca grande e bem feita, queixo quadrado, dando-lhe um ar sério, porém, quando ri é um riso solto.

Eu não mudei, o que ocorre comigo é que me traz um sentir diferente...Emerge em mim o Sentir

Deparo com uma verdade minha, é sentir-me plena.

E como seria sem 'o estar'?

Sei o que Sou, e no que agora Sou, existe esse Sentimento Pleno.

Ar que respiro.

O Arqueiro chegando e precipito-me a falar:

- Não posso esperá-lo.

Ele fica serio: - O teu sentimento...

- O meu sentimento é enorme e não posso ficar sem vê-lo, sem estar com contigo.

Ele toca minha mão, reluta não sei com o que.

- Espera-me.

- Sentes o que eu sinto?

- Coloque a mão no meu coração.

Sim, sinto o pulsar do seu coração, é qual o meu, pulsa numa sintonia.

Encosto meu rosto em seu peito, sim, me chamas.

Sorrio, é sóbrio este intenso sentir, como a eternidade, a perfeita permanência. E em meu Ser sinto o “preciso estar contigo”.

- Ao ver-te ali no rio, meu olhar transmitiu o que meu coração sente e um sentimento que completa-me: te encontrei!

Porém, tenho missão e não tenho como te explicar missão.

Espera-me, nossos corações agora são: Um só Pulsar”, porém tenho missão!

- Teu coração me chama!