Colaboradores

O canto da borboleta

18/10/10

 

Comentei com algumas pessoas o que relato abaixo.
Resolvi publicar porque poderá servir para outras partes de Nós, como partilha de experiências.

Há uma área envidraçada aqui em casa.

Por conta disso, pássaros, borboletas entram e ficam se debatendo contra o vidro.
E há tempos sigo carregando os desavisados peregrinos, de cá pra lá... devolvendo-os à sua paisagem de origem.
O interessante é que são todos alados.
Eles se prendem e eu me prendo a eles.
Nada é por acaso, mesmo.

Vai daí que, no último domingo pela manhã... lá estava de novo uma bela borboleta... se esgotando contra uma parede invisível.

Parei para observá-la por alguns minutos, até perceber nela o meu próprio esgotamento. Então, peguei-a e disse antes de soltá-la:
-Que seja a última e que seja eu mesma!


Há neste espelho uma lição muito dura e clara para os servidores em Missão.

Nesta tela tridimensional que partilhamos, viemos todos pela Família.
Viemos para buscar uns aos outros.
Em Amor e por Amor viemos.
Mas, esquecemos que o Amor é quântico. Não percorre caminhos traçados, tampouco aqueles por nós esperados.
Mais ainda, não segue linearmente, como o corpo mental esperaria.
Ao contrário, dá saltos. Vai a todas as direções e, sobretudo, em Todo Lugar simultaneamente.
E esta é a Beleza da própria Missão.


O que tento dizer com isto é que, de tanto nos empenharmos em buscar e libertar uns aos outros, perdemos de vista nossa própria jornada de libertação.

E ninguém liberta ninguém sem libertar a si próprio.
Tudo junto, tudo misturado.
Como cabe ao Amor.

Recentemente passamos em escala planetária, pelo júbilo de reencontrarmos Família.

Aqui na História Encantada, também.
Conseguimos unidos formar um Campo energético poderoso e necessário para nosso arranque final.
Mas, o Momento é outro e se apresenta com a força de mil Carruagens.
É hora da Fusão de partida.
E, devo repetir, o Amor é quântico.
Ninguém segura ou liberta ninguém.
Seguramos e libertamos a nós mesmos.
Assim, libertamos todos.

Eis aí a borboleta.
Ela está em nossas mãos.
Somos a borboleta e as próprias mãos que a soltam.
Tudo junto, tudo misturado.
Como cabe ao Amor.


“Liberta-te comigo”, é o que canta a borboleta eternamente em nossas mãos.

A Matemática Divina é Perfeita.
Por isso dou testemunho.
Salve, Família!
Salve, Casa!
Olá!

 

Autora: Adriana Canova - Monólogo Amoroso